Quando falamos de dor de estômago, é comum usarmos o termo “gastrite” para descrever qualquer desconforto. No entanto, existe um estágio de agressão à parede do estômago que vai muito além da inflamação superficial e exige atenção médica imediata: a Úlcera Gástrica.
Para entender a gravidade, podemos usar uma analogia simples: se a gastrite é como uma pele arranhada, vermelha e irritada, a úlcera é uma ferida aberta. Trata-se de uma lesão profunda que rompe a barreira de proteção da mucosa, expondo as camadas subjacentes do estômago à ação corrosiva do ácido. Não é apenas um incômodo; é uma brecha na defesa do seu corpo que, se ignorada, pode trazer complicações severas.
Neste artigo, vamos desvendar os verdadeiros causadores dessa lesão, ensinar a diferenciar os sintomas e explicar por que o tratamento médico é inegociável.
Desvendando os Verdadeiros Culpados: As 2 Principais Causas da Úlcera

Durante muito tempo, acreditou-se que o estresse e a comida apimentada eram as causas das úlceras. Hoje, a medicina sabe que, embora esses fatores possam piorar a dor, eles raramente são a causa raiz.
As úlceras gástricas são provocadas, majoritariamente, por dois agentes que destroem a defesa do estômago:
1. Infecção por H. Pylori
Esta bactéria é a responsável pela grande maioria dos casos. A Helicobacter pylori, ou H. Pylori tem a capacidade de enfraquecer a camada de muco que protege a parede estomacal. Sem esse escudo, o ácido passa a corroer o tecido, abrindo a ferida.
2. Uso Prolongado de Anti-inflamatórios (AINEs)
Medicamentos comuns como aspirina, ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno são a segunda maior causa. Eles inibem a produção de prostaglandinas, substâncias químicas essenciais que ajudam a proteger o revestimento do estômago e a controlar sangramentos. O uso crônico desses remédios deixa o estômago “desprotegido” contra seu próprio suco gástrico.
Úlcera gástrica: principais causas e como se Manifesta?
Como saber se a sua dor é gastrite ou úlcera? Embora apenas a endoscopia possa confirmar, a úlcera tem um padrão de dor característico.
- O Sintoma Clássico: Uma dor em queimação ou “vazio” na boca do estômago que, curiosamente, melhora temporariamente depois de comer ou tomar um antiácido. Isso acontece porque o alimento ou o remédio neutralizam o ácido por um tempo, aliviando a dor na ferida. Porém, a dor volta 2 ou 3 horas depois (ou durante a noite), quando o estômago esvazia e o ácido volta a tocar a lesão.
- Outros Sintomas: Sensação de plenitude rápida (estufamento), náuseas frequentes e intolerância a alimentos gordurosos.
Sinais de Alerta Graves (Emergência Médica)
Se a úlcera atingir um vaso sanguíneo, a situação torna-se crítica. Procure um pronto-socorro imediatamente se notar:
- Vômito com sangue vivo ou com aspecto de “borra de café”.
- Fezes pretas, pastosas e com odor muito forte (sinal de sangue digerido, chamado melena).
- Dor abdominal súbita, aguda e persistente que não passa.
Por Que o Tratamento Médico é Essencial? Os Riscos de Ignorar o Problema

Uma úlcera não cicatriza sozinha com chás caseiros ou mudanças superficiais na dieta. Ignorar os sinais e conviver com a dor pode levar a três complicações potencialmente fatais:
- Hemorragia Interna: A ferida pode corroer um vaso sanguíneo, causando perda de sangue lenta (levando à anemia) ou profusa (levando ao choque hemorrágico).
- Perfuração: A úlcera pode atravessar todas as camadas da parede do estômago, criando um buraco que permite o vazamento de suco gástrico e bactérias para a cavidade abdominal, causando peritonite (uma infecção generalizada gravíssima).
- Obstrução Gástrica: Úlceras crônicas que cicatrizam e abrem repetidamente podem criar tecido cicatricial (fibrose) que estreita a saída do estômago, impedindo a passagem dos alimentos.
O diagnóstico de úlcera exige seriedade, mas não pânico. Com a intervenção correta — que geralmente envolve antibióticos para eliminar a H. Pylori e medicamentos para suprimir o ácido — a mucosa pode cicatrizar completamente.
Além do tratamento medicamentoso, oferecer suporte ao tecido lesionado é fundamental para a recuperação. O uso de estratégias complementares, como o Alloezil, pode ser um grande aliado nesse processo. Graças às suas propriedades de bioadesão e proteção de mucosa, o Alloezil auxilia na formação de uma barreira física sobre o estômago, oferecendo conforto e suporte nutricional enquanto o tratamento médico atua na causa raiz.
Se você suspeita de uma úlcera, não se automedique. Procure um médico, faça o diagnóstico e ofereça ao seu estômago o cuidado profissional e o suporte que ele precisa para se fechar e curar.
Gostou deste conteúdo? Ele é apenas o começo. Para explorar um universo de informações sobre saúde digestiva, desde as causas de desconfortos até a ciência por trás dos nutrientes, convidamos você a navegar pelo nosso Guia Completo do Bem-Estar Digestivo. Um centro de conhecimento para sua jornada de cuidado.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quem tem úlcera pode beber leite?
Antigamente, recomendava-se leite para “apagar” a dor da úlcera. Hoje sabemos que isso é um erro. O leite alivia na hora, mas estimula a produção de mais ácido depois (efeito rebote), o que irrita ainda mais a ferida.
2. O que comer durante o tratamento da úlcera?
A dieta deve ser branda para não agredir a ferida. Priorize alimentos cozidos, purês, frutas não ácidas e carnes magras grelhadas. Evite álcool, café, pimentas e frituras, que são agressores diretos da lesão.
3. O Alloezil substitui o antibiótico para H. Pylori?
Não. O Alloezil é um suplemento de suporte à mucosa e bem-estar digestivo. Ele não mata bactérias. O tratamento para H. Pylori exige antibióticos específicos prescritos pelo médico. O Alloezil entra como um complemento para proteger o estômago e ajudar na recuperação do tecido.
4. Quanto tempo uma úlcera leva para cicatrizar?
Com o tratamento médico adequado, a maioria das úlceras cicatriza entre 4 a 8 semanas. No entanto, é crucial terminar todo o ciclo de medicação prescrito pelo médico, mesmo que a dor suma antes, para garantir a cicatrização total e evitar recidivas.

