Quando recebemos um diagnóstico de gastrite ou úlcera, a reação imediata costuma ser o medo da comida. A lista do que é “proibido” — café, frituras, pimentas — ganha todo o destaque, transformando a alimentação em um campo minado de restrições. Embora evitar os agressores seja fundamental, existe um outro lado da moeda que muitas vezes é negligenciado: a nutrição ativa. O estômago é um órgão com alta capacidade de renovação celular, mas, para realizar esse trabalho, ele precisa de matéria-prima. Além de parar de agredir, é preciso começar a nutrir com alimentos cicatrizantes
Neste artigo, vamos mudar a perspectiva: em vez de focar apenas no que tirar do prato, vamos apresentar os alimentos “cicatrizantes”. São ingredientes que agem como verdadeiros aliados, fornecendo os tijolos biológicos necessários para acalmar a irritação, proteger o tecido e acelerar a reconstrução da sua mucosa gástrica.
O Que Significa “Cicatrizante”? As Propriedades que Buscamos
Quando falamos em alimentos cicatrizantes para o estômago, não estamos falando de mágica, mas de bioquímica. Para que um alimento auxilie na recuperação de uma lesão gástrica (seja uma inflamação leve ou uma erosão), buscamos três características farmacológicas naturais:
- Ação Anti-inflamatória: Compostos que ajudam a reduzir o edema (inchaço) e a vermelhidão da parede do estômago, aliviando a dor.
- Potencial Antioxidante: Nutrientes que combatem os radicais livres, protegendo as células novas que estão sendo formadas.
- Densidade Nutritiva: Alimentos ricos em zinco, vitaminas e aminoácidos que servem de substrato para a divisão celular e regeneração do tecido.
A Despensa da Recuperação: 5 Grupos de Alimentos para Incluir na Rotina

Abaixo, listamos os grupos alimentares que funcionam como ferramentas de reparo para o seu sistema digestivo:
1. Vegetais Ricos em Sulforafano
Brócolis, couve-flor e repolho não são apenas vegetais; são fontes de sulforafano. Estudos sugerem que este composto pode auxiliar na inibição da bactéria H. Pylori (uma das maiores causadoras de gastrite) e proteger a mucosa gástrica.
Dica: Consuma-os cozidos ou no vapor para facilitar a digestão mecânica e evitar gases.
2. Fontes de Flavonoides
Maçã, aipo (salsão) e cranberry são ricos em flavonoides, pigmentos vegetais com potente ação antioxidante. Eles ajudam a modular a resposta inflamatória do corpo. A maçã, especificamente, possui pectina e glicina, que ajudam a neutralizar a acidez de forma suave.
3. Probióticos Naturais
O equilíbrio do estômago depende da saúde de todo o trato digestivo. Iogurte natural e kefir (com baixo teor de gordura) fornecem bactérias benéficas que ajudam a combater a disbiose e fortalecem a imunidade local.
4. Chás com Ação Farmacológica
Esqueça o chá preto ou mate (que têm cafeína). Aposte na Camomila e na Espinheira-Santa. Essas plantas possuem óleos essenciais e taninos que agem como antiespasmódicos (reduzem cólicas) e cicatrizantes leves da mucosa.
5. Alimentos Mucilaginosos e Suportes Naturais

Talvez o grupo mais importante para o alívio imediato. Alimentos que possuem uma consistência de gel ou mucilagem têm a capacidade física de revestir a parede do estômago.
O maior destaque dessa categoria é a Aloe Vera (Babosa). O gel extraído dessa planta atua como um “biofilme”, aderindo à área lesionada. É aqui que entra a praticidade e a segurança de suplementos digestivos como o Alloezil. Ao incluir uma dose diária deste concentrado na sua rotina, você está entregando ao seu estômago uma carga de polissacarídeos que criam uma barreira física contra o ácido. Esse “efeito curativo” interno alivia a irritação e cria um microambiente protegido, ideal para que o tecido realize seu processo natural de cicatrização.
Importante: Um Pilar de um Cuidado Completo
É crucial alinhar as expectativas: embora poderosos, esses alimentos funcionam como suporte, e não como substitutos do tratamento médico.
Se você tem uma úlcera ativa ou gastrite por H. Pylori, os medicamentos prescritos pelo seu médico são inegociáveis. A dieta cicatrizante e o uso de suportes gástricos como o Alloezil entram para potencializar o resultado, reduzir os sintomas e evitar recidivas, trabalhando em sinergia com a medicina tradicional.
Cada refeição que você faz é uma oportunidade de agredir ou de curar o seu estômago. A escolha está no seu prato.
Ao deixar de lado os irritantes e incluir conscientemente alimentos e suplementos com propriedades regeneradoras, você deixa de ser um paciente passivo e se torna um agente ativo na sua própria recuperação. Nutra seu corpo com inteligência e dê a ele as ferramentas necessárias para se refazer.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Suco de batata crua funciona para gastrite?
O suco de batata é um remédio caseiro tradicional que funciona por ser alcalino e rico em amido, ajudando a neutralizar o ácido. No entanto, o sabor é difícil e o preparo trabalhoso. Suportes prontos e padronizados, como a Aloe Vera, oferecem benefícios similares de proteção com mais praticidade e nutrientes adicionais.
2. O jejum ajuda a cicatrizar o estômago?
Não. Ao contrário do intestino, que às vezes se beneficia do descanso, o estômago vazio sofre mais. O ácido gástrico continua sendo produzido e, sem comida para “amortecer”, ele agride diretamente a parede inflamada. Comer pequenas porções a cada 3 horas é a melhor estratégia.
3. A couve crua faz mal para gastrite?
Depende da sensibilidade. Embora a couve seja cicatrizante, suas fibras cruas podem ser duras e causar atrito mecânico em estômagos muito sensíveis. Comece com ela refogada ou na forma de suco verde coado.
4. O Alloezil pode ser tomado junto com a comida?
Pode, mas para maximizar o efeito de “barreira protetora”, o ideal é tomar o Alloezil cerca de 20 minutos antes da refeição. Isso permite que o gel revista a mucosa antes que o ácido e o bolo alimentar cheguem, oferecendo uma proteção preventiva.
